"A maior virtude do livro Santa Hildegarda de Bingen, uma mulher além do tempo é a generosa abertura que nosso autor oferece à santa: que o leitor a conheça substancialmente sobretudo por passagens das obras que ela escreveu, não pelo que afirmam dela.
Trata-se da melhor opção metodológica: primeiro conhecer o autor e só depois ler o que dizem sobre o autor.
Por isso, reler Hildegarda pari passu a uma interpretação católica, ainda que sintética, é um consolo. Nosso autor é de um otimismo impar - afinal, não poderia ser de outra forma, dada a sua profissão de fé.
Seja como for, a perplexidade e o amor devocional que o Padre Alan nos oferece em seu texto sobre a monja fazem-no concluir que Hildegarda é necessária."